sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ANEMIA


Diz-se haver anemia (do grego, an = privação, haima = sangue) quando a concentração da hemoglobina sanguínea diminui aquém de níveis arbitrados pela Organização Mundial de Saúde em 13 g/dL para homens, 12 g/dL para mulheres, e 11 g/dL para gestantes e crianças entre 6 meses e 6 anos.

O que é hemoglobina

A hemoglobina é o pigmento que dá a cor aos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e tem a função vital de transportar o oxigênio dos pulmões aos tecidos.

Apesar de ter um cortejo de sintomas e sinais próprios, a anemia não é, em si, uma doença, mas uma síndrome, pois pode decorrer de uma extensa lista de causas.

É a síndrome crônica de maior prevalência em medicina clínica.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ESCOLIOSE como se define?

ATITUDES ESCOLIÓTICAS são desvios da coluna - em geral somente para os lados - que, com bastante freqüência, podem ser reduzidos totalmente, ou seja, testes de flexibilidade mostram que a coluna é flexível a ponto de retornar sua forma fisiológica. Têm causas que variam de um mau hábito postural a um desequilíbrio momentâneo de crescimento dos membros inferiores, por exemplo
Por outro lado, ESCOLIOSES EVOLUTIVAS ESTRUTURAIS são aquelas que, em geral, vão evoluir, com alterações nos três planos do espaço e que devemos tentar brecar sua evolução o mais rápido possível. Testes de flexibilidade indicam que a coluna vertebral, neste caso, não pode mais ser reduzida à sua condição fisiológica
- TRATAMENTO
Novamente, dividiremos a resposta em duas: caso se trate de uma atitude escoliótica, a fisioterapia (existem vários métodos específicos para tratá-la) costuma dar bons resultados. No caso de uma escoliose evolutiva, diagnosticada precocemente, são três os recursos existentes: fisioterapia, colete e cirurgia. Evidentemente, estes recursos estão dispostos em ordem de gravidade, ou seja, só se opera uma criança quando todos os outros tipos de tratamento falham e a escoliose continua a evoluir.

As mãos do fisioterapeuta.

"Mãos que entendem e se estendem nos labores,
Silenciosas mãos de mil cansaços,
Que em contatos contidos, feito abraços,
Se enlaçam em lenitivo a tantas dores.
Mãos que acalmam, diante dos temores,
Calando o medo dos primeiros passos,
Correndo, prescientes, pernas, braços,
Que anseiam laços pelos seus favores.
São mãos que aos céus ascendem nos desvelos,
As mãos profissionais cheias de zelos
Que animam o amanhã nos dias seus.
Mãos mágicas, que à luz de um hermeneuta,
Refletem as mãos do fisioterapeuta,
Firmes na fé que vem das mãos de Deus."
(Ronaldo Cunha Lima)

A atuação do Fisioterapeuta na cardiologia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define Reabilitação Cardíaca como atividades necessárias para assegurar da melhor maneira possível as condições físicas, mentais e sociais do cardiopata, possibilitando seu retorno à comunidade e proporcionando vida ativa e produtiva. Para atingir isso, é necessário o trabalho de uma equipe multidisciplinar, na qual o Fisioterapeuta desempenha papel importante.
Cristiane Pulz, ex-diretora do Departamento de Fisioterapia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), explica que a abordagem fisioterápica em Cardiologia está relacionada à prevenção e ao tratamento das doenças cardíacas através do exercício físico.
A reabilitação cardíaca envolve várias fases. Na hospitalar, o Fisioterapeuta evita complicações dos efeitos deletérios do repouso no leito e orienta quanto à prevenção dos fatores de risco. Nos pacientes cirúrgicos, cuida-se principalmente do sistema respiratório. O Fisioterapeuta também oferece suporte e cuidados com a ventilação mecânica. Nessa fase, o conhecimento da interação do coração com o pulmão e da manutenção da oferta de oxigênio adequada obriga o profissional a intensificar a atenção durante a ventilação, no desmane e na extubação.
Na fase ambulatorial, o objetivo é melhorar o status funcional. Os dados obtidos com o teste ergométrico, ou cardiopulmonar, fornecem informações que permitem avaliar as limitações funcionais dos sistemas envolvidos e prescrever exercícios com segurança e eficiência. “É importante que o profissional conheça a fisiologia do exercício, suas repercussões e principalmente as alterações fisiológicas e sintomatológicas das diversas doenças cardiovasculares”, alerta o vice-diretor do Departamento de Fisioterapia da SOCESP, Wladimir Musetti Medeiros
No acompanhamento do paciente, visa-se ainda algum ganho de capacidade funcional, mas principalmente a manutenção do programa. O Fisioterapeuta passa a acompanhar o paciente à distância, devendo enfatizar e estimular a manutenção dos exercícios.

A linguagem corporal.

Howard Gardner, em seu estudo sobre Inteligências Múltiplas, classifica a
comunicação do corpo como Inteligência Corporal – Cinestésica e
completa que: “A característica desta inteligência é a capacidade de usar o
próprio corpo de maneiras altamente diferenciadas e hábeis para propósitos
expressivos assim como voltados a objetivos”.
Desde que nascemos, estamos mergulhados em várias formas de
comunicação. Da fala, da escrita, do ambiente em que vivemos. Sem
percebermos, desenvolvemos uma linguagem silenciosa, sem manual ou
regras preestabelecidas, é a linguagem corporal.
O corpo grita, agita, chora, ri, sente e se emociona. É uma maneira
misteriosa e não verbal de comunicação. Sabia que o corpo fala? É isso
mesmo! A todo o momento ele está enviando mensagens, muitas vezes
nosso corpo dá sinais que dizem muito mais que nossa boca. O corpo
mostra o que está latente no ser humano, expressa as nossas ansiedades,
desejos e conquistas de forma natural mesmo que nossas palavras digam o
contrário. Os gestos podem significar mais que você imagina!
O seu corpo é um espelho revelador do seu inconsciente, é a projeção da
sua mente. O inconsciente está “por fora”, é visível, ele mostra, por meio de
gestos inconscientes, algo que estamos sentindo, ou mesmo tentando
esconder ou disfarçar, e não queremos falar. Todos possuem tal capacidade,
alguns usam com mais habilidade outros com menos, mas todos falam a
mesma linguagem. E você pode se basear nesses movimentos para
compreender o que a pessoa está falando sem ouvir as palavras.
O corpo exprime nossa personalidade, sinaliza intenções, mostra emoções
ou o nosso estado de ânimo do momento, assume atitudes, faz mil gestos e
mil caras. São muitos os sinais que o corpo pode dar: o sorriso, as posturas
(do tórax, do abdômen e da cabeça), os gestos (das mãos, dos braços, dos
pés, das pernas...), o olhar, a entonação da voz, a roupa que vestimos, os
acessórios ou objetos que usamos e também os ruídos.
Se me vejo ante alguém que me parece ameaçador, tornam-se mais
aparentes minhas atitudes de autodefesa, de medo, meu “encolhimento” e
cautela.
Se percebo alguém como acolhedor, elimino as atitudes de prevenção, me
desarmo e me descontraio.
O corpo está sempre falando conosco, só precisamos parar para ouvi-lo...
Estar atento à própria linguagem corporal e usá-la intencionalmente pode
ajudar, e muito, a expressar aquilo que se deseja, reforçando o conteúdo das
palavras. Se a linguagem do seu corpo não combinar com suas palavras,
você está desperdiçando tempo.
Para que possamos entender o significado do gesto, precisamos fazer uma
leitura corporal analisando o contexto da situação, que somente terá sentido
quando os gestos apontarem uma congruência da comunicação corporal.
Um gesto isolado não significa nada!
A linguagem corporal quando bem interpretada ajuda-nos a melhor entender
nosso semelhante, e nos permite agir de forma mais inteligente, para um
melhor relacionamento familiar, profissional, social. Como também fornece
pistas que revelam quem é você, como pensa e vê o mundo, porque
pensamentos, palavras e ações transformam o destino.
Conhecer os efeitos que sua linguagem corporal exerce sobre as pessoas
permite lidar conscientemente com ela, construindo, no seu interior, mais
segurança, autoconfiança e liberdade para escolher sua conduta. É começar
a se ver e ver o que está mostrando para os outros, tornando-se responsável
pelos seus atos e conseqüências.
O homem por natureza tem mais dificuldade de observar pequenos detalhes,
por isso deixa passar despercebida essa linguagem. Entretanto, a mulher
tem mais facilidade, mas se deixa enganar pelas palavras dos outros.

A fisioterapia no câncer de mama.


O conceito de reabilitação esta relacionado diretamente à qualidade de vida. Considerando-se a alta incidência do câncer de mama, a grande possibilidade de uma longa sobrevida e a desestruturação que o diagnóstico e tratamento do câncer de mama acarretam na vida da mulher, tem ocorrido uma maior demanda para se investir na qualidade de vida da paciente. Portanto qualquer procedimento cirúrgico seja curativo ou paliativo, está associado ao risco inerente de complicações, que serão os alvos do processo de reabilitação (prevenção e/ou recuperação). A restauração completa da função deveria sempre ser o objetivo da reabilitação. Caso não for possível, a manutenção da capacidade funcional em sua extensão máxima permanece como objetivo. Os esforços da equipe de reabilitação muitas vezes podem retornar o paciente com câncer a uma vida ativa e produtiva. Estes objetivos da reabilitação devem ser adaptados a cada paciente e, se necessário, alterados de acordo com as mudanças das necessidades do paciente.

Pigmentação.

O acúmulo anormal de pigmentos ou a sua diminuição também são indicativos de que a célula sofreu agressões. Uma pigmentação anormal é mais um sinal de perda da homeostase e da morfostase celular, portanto, é patológica.
A pigmentação patológica pode ser exógena, cujos pigmentos são de origem externa ao organismo, ou endógena, formada a partir de pigmentos naturais do corpo.